domingo, 23 de janeiro de 2011

Nadou na superficie enquanto eu lutava pra não me afogar.
Respirou tranquilo enquanto me faltava o ar.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Trecho de A Inútil Negação de Ailin Aleixo (http://revistaalfa.abril.com.br/blogs/mulher-honesta/2011/01/20/a-inutil-negacao-do-fim/)

"É triste perceber que quem tanto me importa não me vê, apenas olha pra mim. Não altera em nada sua lista de prioridades quando preciso de socorro, atenção. Apenas (depois, sempre depois) desculpa-se. Está constantemente ocupado, atrapalhado, assoberbado. Sempre se sai com ótimos motivos para não ter ido, feito, acompanhado. Conhece meus gostos, minhas neuras, o porquê do riso rasgado. Sabe o número do meu telefone, onde vivo, mas mora num outro universo, do qual não tenho o endereço, nem pertenço: é péssimo notar que sou pouco para quem é muito pra mim.

E não se trata de desdém ou de rancor. É mais sutil, por isso tão doído. Pode até me surpreender com telefonemas, e-mails, conversas à toa, mas não está presente nos momentos críticos da minha vida. Torna-se incomunicável. Não fica ao meu lado. Não pega o lenço para que eu possa continuar chorando, sem medo de julgamentos. Não traz da cozinha a garrafa da minha bebida preferida para comemorarmos. Não me abraça quando faltam palavras, não me afaga quando elas não bastam."
Não decidi ainda se estou com o coração partido, ou agora sim, com o coração inteiro.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Rir de Tonta

Uma história da amiga Rê Rodrigues.

"Quando eu era criança, tinha manía de ficar girando, girando, girando até ficar beeeeeem tonta.
Aí eu deitava no chão e ficava rindo enquanto via tudo girando à minha volta!

Minha mãe gritava: 'Você vai caaaaaaiiir! Pára com isso!'.
Mas ela também achava engraçado quando eu deitava e ficava rindo, tonta de tudo..."

E aí, ficou morrendo de vontade de girar, girar, girar e deitar no chão rindo tonta de tudo? Eu fiquei!

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Hoje eu não dormi pensando em como seria se não fosse assim.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

É isso

Chegamos onde
Não existe ponte
O vale é fundo
Eu não vou pular
A distância é longa
Não consigo chegar
Seu muro é alto
Não posso escalar

Já me cansei
Prefiro não estar

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Por um dia.
Por um suspiro.
Por um respiro.
Por um espaço.
Por um sonho.
Por um fio.
Por uma fresta.